Numa era de débitos automáticos e pagamentos instantâneos, tornamo-nos muitas vezes insensíveis ao movimento das nossas finanças.
O dinheiro transforma-se em números abstractos na aplicação de um banco, que desaparecem sem deixar rasto ou sem se perceber, relata um correspondente do .
Compre um bloco de notas simples mas bonito e uma boa caneta. Uma vez por semana, de preferência num domingo à noite, escreva à mão todas as suas despesas dos últimos sete dias, dividindo-as em 3-4 categorias-chave.
O processo de escrever à mão, em vez de clicar num ecrã, envolve a sua memória motora e força o seu cérebro a processar a informação de forma diferente. Literalmente, “sente” cada quantia que gasta, o que cria uma ligação neural mais forte e aumenta a consciência.
Antes de fazer uma compra importante, estabeleça uma regra de “pausa de uma semana”. Escreva o artigo que pretende e o seu custo no final do seu caderno e volte a essa nota dentro de sete dias.
Muitas vezes, durante este período, o desejo agudo dissipa-se e apercebe-se de que pode passar sem ele. Se o desejo se mantiver, é sinal de que a compra foi realmente ponderada e não é impulsiva.
Guarde o dinheiro para diversão e gastos espontâneos num envelope ou numa carteira bonita. Quando as notas físicas se esgotam, é natural que pare, o que não é possível com os pagamentos com cartão sem contacto.
Este método ensina-o a sentir o limite e a apreciar o que está a comprar com dinheiro “vivo”. Psicologicamente, é sempre mais difícil separar-se do dinheiro em papel do que do dinheiro virtual.
Uma vez por mês, analise os seus registos e procure uma despesa regular que possa ser abandonada ou optimizada sem dor. Pode ser uma subscrição de um serviço de streaming desnecessário ou o hábito de comprar café para levar a caminho do trabalho.
Transfira o montante que poupa imediatamente, no mesmo dia, para uma conta poupança separada ou para um mealheiro. Desta forma, não se limita a “gastar menos”, mas “poupa mais”, vendo o resultado positivo da sua consciencialização.
Planeie pagamentos anuais avultados, como os de seguros ou impostos, como uma prestação mensal em vez de um montante fixo pesado. Basta dividir o montante anual por doze e reservar essa parte todos os meses.
Quando pagar, o montante de que necessita já estará à sua espera numa conta separada, sem criar um buraco financeiro no seu orçamento. Isto transforma um evento stressante numa transação rotineira e discreta.
Um orçamento em papel não é um regresso ao passado, mas uma ferramenta tátil para o presente. Abranda-nos exatamente o suficiente para que o dinheiro volte a ser um recurso real que gerimos e não algo que nos gere a nós.
Leia também
- O que acontece se limpar o micro-ondas com limão e passar a ferro através de gaze: truques culinários à beira da magia
- Como transformar um dia de folga normal num dia de descanso produtivo: segredos de organização para libertar o seu tempo

