Pergunta-se “amas-me?” e ouve-se o “claro” certo.
Mas, por dentro, ainda há uma vaga sensação de falta de algo real, como se tivéssemos sido alimentados com um belo papel de rebuçado em vez de um jantar completo, relata o correspondente do .
O amor, ao que parece, não vive em declarações, mas em padrões de comportamento quase invisíveis. Há muito que os psicólogos se aperceberam de que não são os votos em voz alta que são fundamentais para o sentimento de segurança de um casal, mas a constância nas pequenas coisas.
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Esta é a mesma “bondade previsível”: a confiança de que o seu parceiro responderá à sua fraqueza com apoio e não com irritação, mesmo que ele próprio tenha um dia mau. Preste atenção para onde a atenção dele é direcionada quando estão juntos em companhia.
Ele procura o seu olhar para partilhar o momento, ou está imerso na socialização com os outros? É um sinal não verbal difícil de fingir, que mostra se continua a ser o centro emocional do universo dele.
O amor manifesta-se na “carga mental” – aquele planeamento e cuidados invisíveis que são frequentemente ignorados. Ele lembra-se que tem uma consulta médica amanhã e pergunta-lhe à noite como correu?
Será que ele compra casualmente o seu tipo de queijo preferido só por o ver na prateleira? Esta é a linguagem silenciosa do afeto quotidiano.
Os especialistas em relações dizem que, a longo prazo, são estas micro-acções que constroem o tecido da confiança. Gestos grandiosos – ramos de flores e restaurantes – podem ser apenas o ruído vistoso por detrás do qual a indisponibilidade emocional está convenientemente escondida.
O luxo surpreende, enquanto a gentileza habitual se retrai. Compare como uma pessoa se comporta num conflito.
Está disposta, apesar da raiva, a manter o respeito e a procurar uma solução, ou o seu objetivo é derrotar e humilhar? As verdadeiras atitudes não se revelam nos momentos de harmonia, mas nas situações em que é preciso escolher entre o próprio conforto e o bem-estar do casal.
A experiência pessoal de muitos sugere um teste simples: depois de falar com o seu parceiro, sente-se energizado e confiante ou devastado e com dúvidas sobre si próprio? O amor saudável funciona como um recurso, não como um depósito de lixo emocional onde se despeja a ansiedade para se sentir melhor.
É interessante notar que a linguagem do amor é frequentemente formada na infância. Se os seus pais demonstravam sentimentos através do toque e os dele através da ajuda nas tarefas domésticas, é possível que falem dialectos diferentes.
O desafio não é apenas expressar o amor à sua maneira, mas também aprender a ler os sotaques do seu parceiro que não lhe são familiares. Um dos testes mais honestos é o seu próprio estado na relação.
Deixou de se desculpar pelos seus desejos, de esconder as suas esquisitices? Se sim, é um sinal claro de que é amado a sério – não pela versão perfeita, mas pela pessoa autêntica com todas as suas fissuras.
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